Como praticar a empatia e se colocar no lugar do outro?

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Você já deve ter ouvido por aí que o mundo seria um lugar melhor se as pessoas soubessem como se colocar no lugar do outro. Essa máxima é utilizada como a solução de diversos problemas, principalmente no contexto atual, em que a maior parte do contato humano acontece pela internet.

A questão é: você sabe como se colocar no lugar do outro de forma prática? Na correria do da a dia, é normal acionarmos o modo automático e termos dificuldade em exercitar a empatia. Afinal, isso exige tempo e atenção plena, recursos que estão cada vez mais escassos.

Pensando em te ajudar a desenvolver essa habilidade, elaboramos este post com dicas para se colocar no lugar do outro. Pode parecer simples, mas requer prática e cuidado com o próximo. Não queremos que você desanime: é só manter o coração e a cabeça abertos para mais esse aprendizado!

Lembre-se que, antes de tudo, é necessário ter empatia consigo mesmo e respeitar o seu processo. Vamos, lá?

Qual o significado de empatia?

A palavra “empatia” tem sido muito usada atualmente. Assim como o termo “gratidão”, ela revela a necessidade de nos conectarmos em um nível mais profundo, de lembrarmos que somos seres humanos, apesar de toda a tecnologia a que temos acesso.

A origem da palavra vem do termo grego empatheia, que significa paixão. Ou seja, ter empatia é compreender o outro e comunicar-se afetivamente com a sua realidade. É uma das habilidades socioemocionais mais básicas que levaram o ser humano à civilidade e tem relação direta com o respeito e o convívio social.

Ter empatia é se colocar no lugar do outro. É a capacidade de tentar entender os sentimentos e as reações da outra pessoa sem julgamentos. Nem sempre isso significa que você compreenderá totalmente o que o ela está passando ou sentindo, mas que se colocará à disposição para ouvi-la.

A expressão “calçar os sapatos do outro” segue a mesma linha de pensamento. De forma figurativa, diz que você precisa vestir os sapatos da pessoa para entender onde aperta e machuca o pé, além de entender o caminho que ela percorreu até chegar ali. É compreender que o outro tem um contexto diferente do seu e, por isso, lida com as situações de formas distintas.

Quais os tipos de empatia?

Os especialistas da área mapearam três tipos de empatia: cognitiva, compassiva e emocional.

  • Empatia cognitiva

empatia cognitiva

A empatia cognitiva envolve tentar saber o que o outro está sentindo e pensando. É indicada para conversas de trabalho e negócios, palestras, lideranças e situações em que é necessário manter as pessoas motivadas.

Lembre-se sempre que, para ser efetiva, a empatia precisa ser honesta – não dá pra fingir que se importa com a pessoa apenas para conseguir algo em troca.

  • Empatia compassiva

empatia compassiva

A empatia compassiva vai além de apenas entender o que o outro pensa e sente; acontece quando somos estimulados a agir em relação a isso. Essa ação pode ser oferecer ajuda prática, pensar em uma solução conjunta ou colocar-se à disposição quando ele precisar.

O importante nesses momentos é atender às necessidades da pessoa sem se impor. Espere o momento em que ela se sentir à vontade, sem forçar a barra.

  • Empatia emocional

A empatia emocional requer se colocar no lugar do outro fisicamente. Isso significa que você precisa viver o que a outra pessoa está passando para compreendê-la por completo. Parece impossível na maioria das vezes, não é? Mas faz muito sentido em relações comerciais, trabalhistas ou de pesquisa, por exemplo.

Imagine que você está investigando sobre como se sentem os trabalhadores da sua empresa em determinado ambiente. Além de perguntar, você pode passar um dia com eles, vivendo o local. Seria como mergulhar mais profundamente no contexto para entendê-lo.

Nesse caso, devemos lembrar que cada um vive uma experiência diferente, como já dissemos antes. Não considere a sua vivência como absoluta.

Como praticar a arte de se colocar no lugar do outro?

Não existe uma fórmula mágica para se colocar no lugar do outro. Essa é uma tarefa que exige prática. Precisamos aprender a desacelerar diante das situações e se perguntar:

  • Como eu posso me colocar no lugar dessa pessoa?
  • Como eu me sentiria se fosse comigo?
  • Por que ela está agindo assim?
  • O que posso fazer para entender e ajudar?

Ainda que não seja simples, podemos elencar algumas dicas para exercitar a empatia. Veja:

Pare e escute

Escutar é diferente de apenas ouvir; é prestar atenção plena ao que o outro está dizendo, inclusive indiretamente, com gestos e expressões.

Não julgue

Muitas vezes, julgamos sem perceber racionalmente. Não tire conclusões precipitadas, evite comentários que questionem ou critiquem as decisões da pessoa e não fale sobre como você agiria – a não ser que ela pergunte.

Entenda a necessidade

Às vezes a pessoa só quer alguém para desabafar e acabamos bombardeando a conversa com sugestões e ideias. Alguém que te trata mal pode apenas estar cansado, por exemplo. Investigue o real desejo do outro.

Deixe que a pessoa diga como se sente

Em vez de dizer “você ficou chateado com o que aconteceu, né?”, pergunte “como você se sentiu quando isso aconteceu?”. Ao pressupor sentimentos e reações, você limita a resposta do outro.

Ofereça ajuda

Pergunte se é possível ajudar, quando e como fazê-lo. A pessoa precisa saber que pode contar com você, mesmo se ela ainda não souber como.

Quando exercida com verdade e afeto, a empatia só traz benefícios. Ou você já viu alguém arrependido por ter se colocado no lugar do outro? Essa habilidade é capaz de influenciar positivamente todos os aspectos da sua vida.

Além de tornar suas relações mais próximas e equilibradas, a empatia ajuda a melhorar a comunicação – evitando ruídos -, solucionar problemas coletivos, manter o clima do ambiente mais leve e exercitar a tolerância.

Praticar a arte de se colocar no lugar do outro ajuda a tornar o mundo um lugar melhor!

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